Matéria: Instituto Pensi

Andadores infantis continuam a ser uma fonte perigosa e evitável de lesões para crianças, apesar de um padrão de segurança obrigatório tanto nos EUA como no Brasil.

O aumento da conscientização pública e menos idosos em casa, de acordo com um estudo intitulado “Lesões Relacionadas ao Andador Infantil nos Estados Unidos “, publicado na edição de outubro de 2018 da Pediatrics. O estudo constatou que o número de lesões relacionadas com os bebês começou a cair significativamente nos EUA entre 1990 e 2014, de acordo com dados do Sistema Nacional de Vigilância de Lesões Eletrônicas.

De 1990 a 2014, estima-se que mais de 230 mil crianças com menos de 15 meses de idade foram tratadas nos departamentos de emergência dos EUA por lesões relacionadas ao uso de andadores, que são proibidos no Canadá, mas legais nos Estados Unidos. A maioria das lesões relacionadas ao andador infantil ocorre quando a criança desce as escadas em um andador, com a maioria das lesões na cabeça e no pescoço. As lesões relacionadas ao andador infantil diminuíram 85% entre 1990 e 2003, após a adoção de um padrão de segurança voluntário e o aumento do uso de centros de atividades fixas como alternativa aos andantes.

Em 2010, um padrão federal de segurança obrigatório foi estabelecido, e o número médio anual de lesões relacionadas ao andador infantil diminuiu em 23% nos quatro anos seguintes, em comparação com os quatro anos anteriores. Apesar do declínio no número de ferimentos durante o período de estudo de 25 anos, aproximadamente 2.000 crianças foram tratadas nos departamentos de emergência dos EUA devido a ferimentos relacionados a incidentes relacionados ao andador infantil em 2014. A Academia Americana de Pediatria pediu a proibição da fabricação e venda de caminhantes infantis nos Estados Unidos.

 

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte: Pediatrics, September 2018
Infant Walker–Related Injuries in the United States
Ariel Sims, Thitphalak Chounthirath, Jingzhen Yang, Nichole L. Hodges, Gary A. Smith