Carnes também podem faltar nos próximos dias
Arquivo O Município

 

Além do reflexo nos combustíveis, a greve dos caminhoneiros que bloqueia estradas em toda Santa Catarina, também afeta o setor alimentício.

No Hortifruti Direto do Campo, nesta quarta-feira, 23, alguns produtos já começaram a faltar, de acordo com o proprietário Edson Dimon. “10% das das mercadorias já não chegaram. Se continuar, amanhã (hoje) já vai ser 30%. Até sexta-feira já não teremos muita coisa”.

De acordo com ele, a principal preocupação são com frutas mais exóticas, que são carregadas em São Paulo e desde ontem não tem chegado mais. “O Ceagesp já está desabastecido. O Ceasa de Curitiba também já está e o de Florianópolis começou a ficar hoje (ontem)”, diz.

Dimon destaca que além dos caminhoneiros, os agricultores também aderiram ao movimento, o que torna a situação mais grave.

“Fica complicado pra todo mundo, vai faltar carne no açougue, leite. O certo seria parar tudo. Tenho nove caminhões, gasto R$ 70 mil de combustível por mês”, desabafa.

No Supermercados Archer, o gerente de compras, Udo Wandrey, afirma que a situação, por enquanto, está sob controle.

“O setor mais afetado são os perecíveis, como frutas, verduras e carnes. Por enquanto, está afetando de 10% a 20%”, diz. “Esperamos que até sexta-feira se normalize. Se entrar na semana que vem, já será preocupante”, completa.

No Supermercado Bistek, a gerente de operações Simone da Silva afirma que o mais complicado será a partir de sexta-feira, se a paralisação continuar. “Nesta quarta-feira ainda consegui receber algumas coisas, mas a partir de amanhã já não sei”.

Ela afirma que a rede tem carnes no estoque, o problema é que os caminhões não conseguem sair do depósito central, que está localizado na BR-101, em Içara. “Não estamos conseguindo transportar”.

O mesmo acontece com o setor de panificação. “Os pães de fabricação própria recebemos, mas eles têm prazo de validade curto. Amanhã ou depois já não garantimos. Já marcas como Nutrella e Wickbold já nos avisaram que não vão conseguir entregar”.

 

Fonte: O MUNICIPIO

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